Era para ser apenas um artigo... mas cada dia que passa mais e mais cientista atestam para o fato que quem tem cães é mais saudável. Veja as noticias abaixo.
Donos de cachorros são mais saudáveis, diz estudo
Um estudo publicado na revista científica British Journal of Health Psychology revelou que pessoas donas de cachorros são mais saudáveis do que as que não têm animais, ou do que as que têm gatos como animais de estimação.
Segundo a autora do trabalho, a psicóloga Deborah Wells, da Universidade de Queens, na Irlanda, donos de cães estão mais propícios a ter menor pressão sangüínea e menos colesterol. Tudo isso em função das caminhadas regulares com o animal.
O estudo diz também que cachorros podem prevenir ataques cardíacos, assim como problemas epiléticos. "É possível que os cães possam promover diretamente nosso bem-estar, já que afasta o estresse, um dos maiores fatores de risco à saúde", disse a pesquisadora.
fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1362105-EI298,00.html
Cães podem ser o segredo da saúde e da felicidade
Os cães podem ser o segredo da saúde e da felicidade porque estimulam seus donos a levá-los para passear diariamente quaisquer que sejam as circunstâncias ou seu humor, revelaram cientistas britânicos nesta quarta-feira.
Cientistas da Universidade de Portsmouth descobriram que os donos de cães se sentem obrigados a levar seus animais para passear apesar da falta de ânimo e do mau tempo e que eles acabam se sentindo melhor depois que saem de casa.
Os 65 donos de cães entrevistados para o estudo disseram que seus animais de estimação fizeram com que conhecessem donos de outros, melhorando assim sua vida social, disse Sarah Knight, doutoranda em Psicologia nesta universidade.
"A meta do projeto foi analisar as atitudes quando se leva um cachorro para passear, mas acabamos descobrindo que as pessoas realmente queriam nos falar sobre os muitos benefícios de fazê-lo", disse Knight.
Ela afirmou que muitos participantes do estudo eram pessoas aposentadas, inclusive viúvas, pessoas que viviam sozinhas, em recuperação de uma doença ou cirurgia.
Segundo a cientista, os consultados falaram sobre as ocasiões em que se sentiram sozinhos, isolados e deprimidos e disseram que seus cães os ajudaram a se manter fisicamente em forma e a preservar seus contatos sociais.
Participantes mais jovens disseram que levar os animais para passear reforça seus laços familiares porque esta é uma atividade que pode ser partilhada entre adultos e crianças.
A pesquisa também demonstrou que os pais se sentem contentes de que seus filhos saiam da frente da televisão ou do computador para fazer algum exercício enquanto levam o cão para passear.
fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1237129-EI298,00.html
Benefícios físicos e psicológicos da relação homem X animal
- Desde 1792, na Inglaterra, já existiam estudos que mediam os
benefícios da relação mais estreita com os animais, a começar com os
doentes mentais.
- Dois médicos da África do Sul, Prof. Johannes e a Dra. Susan Lehmann,
obtiveram ótimas respostas sobre os mecanismos biológicos alterados na
relação entre seres humanos e animais. Tanto humanos como os cães sofrem
uma mudança hormonal benéfica nas endorfinas beta, prolactina, dopamina
e ocitocina dentro de uma interação positiva de 15 minutos. A liberação
dessas substâncias químicas não somente faz as pessoas felizes, mas
também diminui o hormônio do estresse, que é o cortisol. (Odendaal,
2001)
- Um dos últimos estudos do Dr. Odendaal envolveu 6 participantes
clinicamente depressivos, os quais tiveram a visita de cães por 30
minutos diariamente. O sangue das pessoas do grupo, antes de receberem a
visita dos cães, foi medido e apresentou baixo nível de aminoácidos de
precursores químicos, que criam o prazer e a alegria, a serotonina,
phenylethylamine e dopamina. Depois que os cães foram introduzidos, os
precursores do aminoácido dessas substâncias químicas aumentaram no soro
do sangue. As pessoas relataram que se sentiam menos deprimidas. (Odendaal,
2003)
- O prof. Warwik Anderson descobriu, num estudo com amostra de 6.000
pessoas, que os proprietários de cães e gatos tinham significativamente
menos taxas de triglicérides e colesterol do que os não proprietários. (Anderson,
1992)
- Um estudo de grande escala na Austrália mostra a associação entre os
proprietários de animais de estimação e vantagens para a saúde física e
fisiológica. Foi reportada uma associação entre os proprietários e os
baixos níveis de fatores de risco para doenças cardiovasculares. (Anderson,
Reid & Jennings, 1992; Wilson, Turner, 1998) Níveis mais baixos de
plasma, triglicérides, colesterol e pressão sangüínea sistólica foram
descobertos em proprietários, especialmente entre os homens.
- O estudo realizado por Érika Friedmann e Sue Thomas, 1995 (Wilson,
Turner, 1998), identificou que proprietários de cães tinham sobrevida
maior depois de um ataque do coração do que não proprietários.
- Recentes estudos apontam que as crianças entre 5 e 12 anos, que têm
animais de companhia, têm mais sensibilidade e compreendem melhor os
sentimentos de outras pessoas, têm mais empatia. Crianças mais jovens
desenvolvem mais rapidamente a cognição e se tornam até mais espertas,
com aumento considerável em seus pontos de QI. Podem desenvolver mais
rapidamente sua coordenação motora, campo visual e sua inter-relação com
o mundo exterior.
- Alunos que têm um envolvimento maior com os animais têm maiores
índices de liderança e de altruísmo e menores índices de problemas
comportamentais e menos ansiedade.
- Há programas nos quais as crianças lêem para o cão. Um desses foi
criado em 1999 nas escolas de cursos básicos na cidade de Salt Lake City
– E.U.A. – e realmente funcionou. Alguns cães foram treinados para essa
tarefa, cada criança tinha 20 minutos com o cão: 2 minutos para
cumprimentá-lo, 15 minutos de leitura e um pouco mais para despedir-se.
O que ficou claro foi um ambiente de relaxamento e de descontração que
proporcionou aos 6 primeiros participantes, em 10 semanas, ótimos
resultados. As mesmas premissas são endossadas por outros pesquisadores
neste campo, com pesquisas envolvendo 38 crianças. Observaram que a
presença de um cão resultou também na redução da pressão sangüínea das
crianças, enquanto elas liam calmamente em voz alta. (Lynch, 2000)
- Especialistas afirmam que a observação de um aquário cheio de peixes é
tão eficaz quanto qualquer outra técnica tradicional de meditação,
porque diminui também a pressão sangüínea. (Lynch, 2000)
- No caso da separação dos pais, os animais podem prover distração,
conforto e ter um efeito positivo sobre as crianças. (Bergler, 2001)
- Em hospitais e clínicas psiquiátricas, os pacientes hospitalizados têm
nos animais um catalisador para interações que ajudam no tratamento. (Bardill,
Hutchinson, 1997) Diminuem a ansiedade e servem como uma recreação
terapêutica. (Barker, Dawson, 1998; Hall, Malpus, 2000)
- Com os idosos, os benefícios da relação com os animais vão desde a
melhora na socialização, no cuidado com a própria saúde para poder
cuidar do animal, até redução do estresse, pressão sangüínea,
triglicérides, açúcar e outros. (Allen K. et al., 1997; Dembicki,
Anderson, 1996)
- Passear com os cães também é saudável. Recente estudo da faculdade de
Harvard mostra que mulheres que passeavam de forma moderada tiveram
menos risco de doenças nas artérias coronárias do que aquelas que não se
movimentavam. Demonstrou-se também que perderam peso, reduzindo ainda o
risco de diabetes em 58%. (Becker, 2002)
(FONTE: Terapia & Animais de Jerson Dotti, Editora Noética, SP, 2005) //
http://www.villechamonix.com/index.php?z=not13
Pesquisas mostram benefício no convívio com os animais
A medicina parece estar aumentando suas apostas no papel que os animais
podem ter além do convívio com os homens. Hoje, no Brasil, as
universidades têm aberto mais as portas para experiências que queiram
comprovar a eficácia da zooterapia. O assunto vai entrar pela porta da
frente na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São
Paulo. Neste segundo semestre, a disciplina de zooterapia será incluída
no currículo dos alunos do segundo ano. As aulas, que começam no mês que
vem --por causa do atraso provocado pelos 106 dias de greve no primeiro
semestre-- já estão com as vagas esgotadas.
"O assunto é novo por aqui e faltam pesquisas na área, por isso vamos
iniciar o curso. Os médicos ainda são muito céticos em relação a essa
terapia. É preciso prová-la por meio de uma metodologia científica", diz
a veterinária Maria de Fátima Martins, professora da USP, no campus de
Pirassununga, interior de São Paulo. Na UnB (Universidade de Brasília),
desde março, uma equipe de veterinários e médicos estuda os efeitos da
terapia mediada por cães no tratamento de pacientes com mal de Alzheimer,
doença degenerativa que causa a morte dos neurônios e que tem como
sintoma inicial a perda da memória imediata.
Todas às quartas-feiras pela manhã, os cães Ventus, um boiadeiro bernês
de sete anos, e Barney, um golden retriever de um ano e meio, freqüentam
o Centro de Referência para os Portadores da Doença de Alzheimer, que
funciona no Centro de Medicina do Idoso do hospital universitário, onde
os pacientes participam de sessões de fisioterapia e trabalham com a
ajuda de neuropsicólogos e psiquiatras.
Segundo o geriatra Renato Maia, coordenador do centro, os resultados são
visíveis. O fato de os pacientes se lembrarem dos cães no início e no
final da sessão, por exemplo, já é considerado um grande feito para quem
tem esse tipo de doença. "À medida que são expostos, os pacientes
apresentam uma recuperação imediata da memória. Lembram de fatos que nem
sempre discutem com a psicóloga. Muitos deles também voltaram a falar,
algo que não faziam mais.
O projeto da UnB já atendeu 32 pessoas. "Estamos agora computando os
dados. A mudança no humor dos pacientes é evidente, mas queremos mais
informações. No exterior, a terapia com animais em contato com crianças
é mais desenvolvida. Já vi estudos que mostraram, por exemplo, como a
zooterapia reduziu o consumo de analgésicos entre os pequenos pacientes
de oncologia. Com relação aos idosos, ainda falta muito", diz Maia.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária, em parceira com a
Faculdade de Odontologia, ambas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp),
do campus de Araçatuba, iniciaram, em 2003, um projeto de pesquisa para
investigar as reações que os animais provocam em crianças com
necessidades especiais, como as que sofreram paralisia cerebral, as
portadoras da síndrome de Down e de outros tipos de comprometimento
mental. Desde outubro passado, Spike, Cacau e Monalisa, cães labradores,
e Raja, um golden retriever, passeiam com seus proprietários pela sala
de espera do setor de atendimento ao público da Faculdade de
Odontologia. "Eles ajudam as crianças a se distraírem e as acalmam", diz
a médica veterinária Valéria Nobre, uma das responsáveis pelo projeto.
"Antes, alguns pacientes podiam ser atendidos apenas mediante sedação.
Hoje, isso mudou. Os mais agitados depositam a ansiedade nos cães e
entram mais tranqüilos na sala da dentista, o que prova que é mesmo
possível reduzir o uso de medicamentos", comemora Valéria, que busca
mais informações para concluir a pesquisa sobre o tema.
Apesar de o interesse pela área da zooterapia ser recente no país, ela
já rende bons frutos na prática. Quem prova a tese é a aposentada Maria
Marques, 84, que, com a ajuda de um cão, teve sucesso em suas sessões de
fisioterapia. "Antes sentia dor. Com as sessões com Dim-Di [um golden
retriever de três anos], minha perna voltou a mexer", diz ela.
Maria também faz parte de um projeto que tenta provar que os animais
fazem jus ao título "melhor amigo do homem". O método utilizado na
fisioterapia que ela faz é fruto do trabalho de conclusão de curso do
fisioterapeuta Vinícius Fava Ribeiro, que teve a idéia de usar os cães
como uma ferramenta.
Segundo Ribeiro, o cão é usado como estímulo em todos os exercícios das
sessões de fisioterapia. "Quando escovam o animal ou brincam com ele, os
pacientes trabalham o equilíbrio e estimulam a coordenação motora",
afirma. A também fisioterapeuta Claudinea Guedes Hanashiro, parceira de
Ribeiro, conta que a presença do animal não só serviu de estímulo aos
pacientes para que não faltassem às sessões mas trouxe resultados
positivos para a melhora da saúde física e mental dos participantes.
"Uma de nossas pacientes, que teve derrame, não mexia a mão direita
durante as sessões de fisioterapia convencional. Hoje, ela movimenta a
mão quando o cão está presente", diz.
"Outra paciente tem depressão e vive em estado de dormência, não reage a
nada, a não ser quando o cão se aproxima. Aí, ela abre os olhos e até
pronuncia algumas palavras", afirma Claudinea.
Diante dos bons resultados do trabalho de Ribeiro, o Cão do Idoso --um
projeto iniciado em 2000 por voluntários, em que cães são levados a
asilos em São Paulo-- adotou a técnica. Hoje, o projeto atende cerca de
150 idosos e tem 42 voluntários. Ribeiro faz uma observação importante:
"O trabalho tem dado certo porque os idosos conseguiram facilmente
estabelecer um vínculo com os cães. Esse relacionamento é fundamental
para que as sessões prossigam de maneira tranqüila e segura”.
Além de as universidades investirem em estudos dessas terapias --Terapias
Assistidas por Animais--, outros programas que usam os animais para
promover bem-estar às pessoas --Atividades Assistidas por Animais--
também têm encontrado respaldo de profissionais da saúde.
A psicopedagoga Liana Pires Santos começou a usar cães, ratos, coelhos,
porquinhos-da-índia e até algumas aves para auxiliá-la no trabalho com
crianças e adolescentes. "Nos últimos dez anos, vi que os animais
tornavam o trabalho mais atrativo e que podiam ser usados para auxiliar
no tratamento de problemas de linguagem, de percepção corporal e de
controle da ansiedade. A experiência mostrou-se promissora no tratamento
de crianças com hiperatividade e com quadros depressivos", diz Liana.
Murilo Matheus Ranocchia, 9, freqüenta as sessões com os animais para
melhorar o seu desempenho na sala de aula. Atualmente, ele estuda
matemática com a ajuda dos ratinhos que acabaram de nascer. "É muito
melhor com os bichos", conta. "Após dois anos, ele evoluiu muito nos
estudos", diz Arlete Matheus Ranocchia, mãe do estudante.
Segundo a psicopedagoga, que também trabalha com cavalos, esses métodos
trazem novas formas de socialização, autoconfiança e elevam a
auto-estima. "Como acontece com crianças hiperativas, controlar a
velocidade do cavalo, por exemplo, pode lhes ensinar a lidar com a
ansiedade." Liana coordena, na Fundação Selma, em São Paulo, um serviço
de equoterapia para pacientes de reabilitação física.
Uma das pioneiras no uso na zooterapia no país, a médica veterinária e
psicóloga Hannelore Fuchs coordena o projeto Pet Smile, em São Paulo, há
quase dez anos. Ela --que fundou a Abrazoo (Associação Brasileira de
Zooterapia)-- e uma dezena de voluntários levam animais para interagir
com crianças e adolescentes em hospitais ou em instituições. Nas
visitas, as vedetes são cães, gatos e coelhos.
"Além de servir como distração, a visita dos animais é importante para a
saúde das crianças. Pesquisas mostram que boas emoções interferem de
maneira positiva no sistema imunológico", afirma a pediatra Maria Tereza
Gutierrez, da Santa Casa de São Paulo. Segundo a médica, a visita gera
bons frutos no ambiente hospitalar, interferindo no humor não só dos
pacientes mas de enfermeiros e médicos.
Para Hannelore, a zooterapia tem muito o que amadurecer. "Há bons
profissionais da área da saúde que se interessem pelo tema, mas não têm
conhecimento sobre os animais. Por outro lado, há profissionais da
medicina veterinária que conhecem bem o animal, mas sabem pouco sobre os
seres humanos." O caminho, para avançar, parece ser mesmo a aposta das
universidades.
Fonte: Folha de São Paulo – 26/08/2005.